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Mário Vinhas COO MDS Portugal
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03.02.2020

A gestão de risco no investimento

A história diz-nos que sempre que se fala de investimento pensa-se sobretudo em aspetos relativos à dinamização da economia - na oportunidade para uma região, na melhoria de equipamentos, infraestruturas ou condições de vida, no envolvimento de outras empresas, na criação de postos de trabalho, no aumento da riqueza e dos rendimentos que irão proporcionar maior consumo de bens e serviços. Ou seja, pensa-se em crescimento económico e prosperidade.

Mas para dar início a qualquer processo de investimento é fundamental que exista, antecipadamente, a adoção de uma política de gestão de risco que garanta, desde logo, que no desenho e implementação do projeto é seguida uma metodologia de prevenção, identificação e mitigação de riscos. E não se julgue que gestão de risco é tema apenas para grandes empresas e/ou grandes investimentos – esta deve ser uma preocupação de qualquer empresa ou instituição, pois estão em causa recursos humanos e materiais, um esforço financeiro e uma responsabilidade material e reputacional que ninguém quer ver prejudicadas. Por isso, há que planificar, antecipar, pensar, atuar e acompanhar, monitorizando cada um dos passos de cada projeto, desde a ideia até à sua concretização.

Existem diversas metodologias disponíveis que permitem analisar e tratar quase todos os riscos a que as empresas estão sujeitas, independentemente de serem ou não seguráveis, cabendo a responsabilidade pela sua adoção à gestão de topo das empresas e aos seus donos, pois este é verdadeiramente um tema estratégico e da maior responsabilidade em qualquer empresa.

Em função do contexto social, político, geográfico e económico, do tipo de regulação e do regime fiscal vigentes em cada mercado, a gestão de risco deve efetuar o levantamento dos riscos, avaliar os respetivos impactos e definir medidas e ações a desenvolver com vista à mitigação de riscos, sempre em conjunto com as diversas áreas da empresa e enquadrada na estratégia da mesma. Nas várias fases do processo deve ser produzida a informação necessária e essencial para que a gestão da empresa possa tomar decisões relativamente a diversas questões muito importantes, nomeadamente o investimento na melhoria do perfil de risco, reter parte do risco, transferir risco, definir um programa de Enterprise Risk Management (ERM).

Apesar de tudo isto ser óbvio e fazer todo o sentido, grande parte dos investidores e dos empresários preocupam-se muito mais com o cumprimento dos trâmites legais e a concretização do seguro normalmente exigido do que com a prevenção e mitigação dos riscos que poderão materializar-se em problemas sérios.

Um dos melhores exemplos tem que ver com a fase de projeto dos investimentos, na qual são muito raros aqueles que procuram os serviços de engenheiros de risco que acompanhem a conceção do mesmo e possam apresentar sugestões de melhoria, correção ou alterações, a montante e em tempo útil. Com a sua atuação, os engenheiros de risco salvaguardam a qualidade de risco e contribuem decisivamente para que se evitem, mais tarde, gastos adicionais na correção de problemas, não conformidades ou mesmo ajustamentos com vista à resolução de problemas graves que, no limite, até podem impedir que o risco seja transferido.

É esse o trabalho desenvolvido, por exemplo, pela Risk Consulting Group, empresa do Grupo MDS, especializada em consultoria de risco e ERM. A RCG disponibiliza serviços que permitem às empresas analisar os riscos do negócio numa perspetiva transversal, desenvolvendo soluções inovadoras que permitem gerir o risco de forma eficaz e eficiente. Através de uma abordagem ERM, a sua equipa de especialistas identifica, avalia, categoriza os riscos específicos do cliente, monitorizando, gerindo e mitigando o impacto na sua atividade.

Felizmente, estamos a assistir a uma melhoria, ainda que muito gradual, da consciência sobre a importância da gestão de risco e o papel que tem nos processos de investimento e na prevenção e mitigação de problemas que podem colocar em causa toda a empresa ou grupo de empresas.

Poder usufruir de quem tem as competências técnicas, domina as metodologias, conhece o mercado e os riscos existentes, é mais que uma boa prática, é ato de responsabilidade, prudência e boa gestão que protege a empresa e os seus vários stakeholders: colaboradores, acionistas e respetivos clientes.



Publicado na Revista Aspectos

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