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Ana MotaEmployee Benefits Managing Director da MDS
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27.12.2019

Seguros de Viagem no século XXI

Viajar nos dias de hoje tornou-se muito mais popular do que no século passado. Os voos low cost, as plataformas de reservas on-line e claro a maior disponibilidade financeira e cultural, vieram tornar o ato de viajar cada vez mais frequente.

Mas esta mudança veio também revolucionar as soluções de seguros para cobrir os riscos das viagens.

Antes de mais porque a oferta deixou de poder ser única e passou a ter de estar adaptada a diferentes necessidades. Por exemplo, os produtos tiveram de diferenciar as soluções para empresas e para
particulares.

Para as empresas, desde há alguns anos que existem soluções Corporate, que oferecem cobertura alargada a todos os colaboradores que viajem em serviço, sem necessidade de comunicar viagem a viagem e que garantem coberturas de assistência alargadas. O conceito de Duty of Care está cada vez mais presente nas políticas de responsabilidade social e, até mesmo do ponto de vista legal, que obrigam as empresas a dar uma maior proteção a todos os que se desloquem ao seu serviço.

Contudo, é principalmente a nível individual que as mudanças mais se fazem sentir. As agências de viagens continuam a ser um fornecedor privilegiado para alguns segmentos da população, nomeadamente para pessoas mais velhas e que procuram pacotes de férias. Nestes casos, as sugestões são standards. No entanto, estes pacotes muitas vezes não se adequam às necessidades dos viajantes. Por isso, uma recomendação é não assumir que os seguros de "pacote” cobrem tudo. Por exemplo, os capitais seguros muitas vezes são insuficientes para situações graves que ocorram no estrangeiro, as possibilidades de cancelamento estão restringidas a situações de internamentos, entre outros.

Para as gerações mais jovens (e não só), a prática é diferente, pois a crescente utilização de plataformas digitais na marcação de voos e alojamentos leva a que, por vezes, o seguro possa ser esquecido.
Tal não é de todo desejável, pois pode arruinar não só a viagem em si, mas principalmente a situação financeira de uma família se algo grave acontecer (por exemplo, um repatriamento médico pode ascender a dezenas de milhares de euros).

No entanto, a verdade é que existem já soluções bastante completas, acessíveis e à distância de um click. A grande tendência é mesmo fazer o seguro através de uma APP ou de um site e, de forma fácil e
intuitiva, selecionar o módulo que melhor corresponde às necessidades de cada um e de cada viagem.


Seja qual for a viagem, é muito importante que se garantam as coberturas ajustadas aos riscos da viagem: férias de aventura (como o mochilão ou o sudoeste asiático), desportos radicais, esqui ou mergulho, tem diferentes necessidades e como tal tem de ter um seguro adaptado às mesmas.

Mas se o seguro às vezes pode ser negligenciado, a tendência é que seja cada vez menos esquecido. Isto porque, ao termos um smartphone que nos permite estar sempre localizáveis, é provável que ao entrarmos num aeroporto possamos receber uma mensagem de um operador a sugerir um seguro para garantir uma viagem tranquila.

Assim, com o apoio da tecnologia, mesmo os mais esquecidos não terão desculpa para não ter seguro.


Publicado no Jornal Económico
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