Insights

Voltar aos insights
Marcos Polónia Diretor de Crédito e Riscos Financeiros | MDS Portugal
14.01.2019

Os "Riscos" do aceleramento das relações comerciais Portugal-França

As relações comerciais entre França e Portugal têm tido uma significativa aceleração nos últimos anos. É claramente notória uma maior interligação entre as duas economias, quer seja no setor industrial, a área que tradicionalmente concentrava as atenções das relações comerciais Portugal-França, quer seja nos serviços, setor que tem vindo a assumir-se como prioritário para os empresários. 

Todavia, a área com um maior foco de crescimento é a dos "Business Service Centers”, fruto do reconhecimento internacional do elevado know-how técnico dos portugueses que, aliado ao valor competitivo da mão de obra, torna o nosso país muito atrativo para os investidores estrangeiros. 

Não podemos esquecer também a grande aposta no Turismo, seja pelo fluxo turístico gera - do pela divulgação de Portugal no exterior, seja pelo investimento direto francês na Hotelaria. Um desses exemplos é a recente inauguração de mais um hotel de cinco estrelas no coração do Porto (Avenida dos Aliados), o Maison Albar Hotels Le Monumental Palace. 

De facto, e de acordo com dados do AICEP referentes a 2017, França já ultrapassou a Alemanha e tornou-se no segundo maior destino das exportações portuguesas, representando 3,4% do total das exportações, das quais 60% referem-se a bens e 40% a serviços. 

Em contrapartida, França ocupa a 3.ª posição na lista dos fornecedores da economia portuguesa, representando 8% das importações realizadas por Portugal, na sua maioria veículos e material de transporte, seguido de máquinas, metais, plásticos, borracha e calçado. 

Mas o mais significativo é que o mercado francês foi, em 2017, o primeiro cliente dos serviços portugueses, totalizando cerca de 15% das exportações neste setor, com um grande peso do Turismo. 

Face ao aumento das relações comerciais entre os dois países, e para assegurar a sustentabilidade das operações, os empresários deverão analisar cuidadosamente o Risco Financeiro a que se encontram expostos, seja na relação comercial quotidiana, seja quando analisam projetos de investimento. 

Quando falamos em Risco Financeiro falamos também em Risco de Crédito, Monitorização dos Clientes, Gestão de Cobrança e Factoring. Hoje, os gestores estão mais conscientes e informados sobre as diversas ferramentas que podem apoiar as exportações e a aposta em mercados externos, sendo que a relevância do seguro de crédito tem vindo a crescer de forma exponencial. 

Cada vez mais as empresas sabem que devem concentrar-se no seu core business e deixar a terceiros a análise financeira, a análise creditícia, o acompanhamento da "saúde financeira” das empresas e também, em caso de litígio, atraso ou insolvência, privilegiar a ação das seguradoras de crédito na tentativa de resolução, havendo em último recurso lugar a uma indemnização. 

De referir ainda que as taxas de prémios dos seguros de créditos continuam em mínimos históricos, mas tem-se vindo a verificar um aumento considerável no número de sinistros reportados, pelo que as empresas devem ter uma atenção redobrada para a mitigação do risco de incumprimento. 

Criar valor nas economias implica assumir riscos. Conhecê-los e geri-los dá-nos a força necessária para a fantástica "aventura” que é a de criar riqueza e emprego. E é precisamente perante a necessidade de dominar o "prise de conscience des risques” que se torna fundamental encontrar um consultor, isento e experiente, como a MDS. 

Com tantos fatores relevantes a influenciar as empresas, é fundamental contar com apoio especializado para uma rigorosa análise das necessidades e procurar uma solução que de facto possa abranger todos os cenários e variáveis que uma empresa enfrenta nas suas transações comerciais nacionais e/ou internacionais.



 Publicado na na Revista Aspectos.

Política de Cookies

Este site utiliza Cookies. Ao navegar, está a consentir o seu uso. Saiba mais

Compreendi
Descubra o mundo MDS