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Pedro Pinhal MDS Claims Department | National Coordinator
11.01.2019

Seguros de Habitação

O mês de janeiro é, geralmente, marcado por alguns exercícios de reflexão sobre o novo ano. Então, o que deveremos esperar para 2019 no âmbito do seguro Multirriscos Habitação?

Cremos que este ano vai ficar marcado por um forte impacto da tecnologia e da digitalização no paradigma de relacionamento entre os seguradores, corretores e clientes e no reforço do posicionamento dos seguros como soluções de prestação de serviços.

A atividade seguradora, de uma forma global e transversal, tem assumido um interesse crescente na digitalização e na inovação tecnológica. 

O setor segurador, apesar de ser ainda percecionado como conservador, formal e pouco flexível, começa a adaptar-se às novas tendências e às exigências dos consumidores, utilizando a tecnologia como recurso estratégico. Expressões como Insurtech e transformação digital estão, agora e de forma indelével, presentes na comunicação de seguradores e corretores. 

Este é um enquadramento que tem sido acompanhado, há já vários anos, com especial interesse e proximidade pela MDS, que, enquanto líder na corretagem de seguros e consultoria de riscos, se assume como dinamizadora e promotora desta realidade.

Assim, prevemos que em 2019, no que respeita ao Seguro de Multirriscos Habitação, a transformação digital passará do plano abstrato para o campo da realidade.

Espera-se um incremento exponencial das soluções tecnológicas em todas as fases da vida de um contrato de seguro, desde o pré-contratual à aquisição e sinistro. Esta transformação será visível logo na forma como seguradores, corretores e consumidores comunicam e interagem, que, como é sabido, cada vez mais é baseada em smartphones e em plataformas digitais. De notar que, três em cada quatro telemóveis dos portugueses são inteligentes, ou seja, smartphones.

Na verdade, os consumidores estão permanentemente conectados e dependentes do mundo digital. Efetuar simulações, contratar seguros on-line, consultar documentação e processos de sinistros através de aplicações de telemóveis e de páginas de internet já não é futurologia mas sim uma atividade do dia-a-dia.

Por outro lado, o advento da "internet das coisas”, dos aparelhos conectados (domótica, registo de temperaturas, gases, alarmes, etc.) assumirá um papel de maior relevância e intervenção, não só no controlo e monitorização do risco, mas  também na regularização de sinistros.

Recentemente, o mercado segurado português, à semelhança do que já tem vindo a acontecer noutras geografias, começou a promover serviços interativos de videoperitagens na regularização de sinistros Multirriscos Habitação através da utilização dos smartphones e de novas aplicações de vídeo e imagem.

Estamos convictos que, em 2019, os seguradores generalizarão estas novas metodologias de gestão de sinistros, dadas as suas inegáveis vantagens, nomeadamente a diminuição dos custos de avaliação do processo, a aceleração da regularização do sinistro e, consequentemente, da resolução dos problemas dos clientes.

Numa peritagem normal, após a participação do sinistro, o cliente tem de agendar uma visita do perito, esperar que este se desloque à sua residência para realizar a vistoria e elaborar o respetivo relatório e só posteriormente a seguradora estará em condições de tomar uma decisão quanto ao enquadramento do sinistro e respetivos valores de indemnização.

Já com a videoperitagem, o perito interage com o cliente através do smartphone deste e visualiza, inspeciona e quantifica os danos de imediato, sem necessidade de deslocação e sem constrangimentos das distâncias geográficas.

Ainda na regularização de sinistros, e mais especificamente na realização de peritagens, assistir-se-á também ao uso frequente de drones para a realização de inspeções exteriores, por exemplo de danos em locais de difícil acesso, como telhados, com efeito direto e imediato nos tempos de resposta dos seguradores.

Face à transformação digital e tecnológica, prevemos que os seguradores e os corretores, gradualmente, repensem e reestruturem a sua oferta de seguros, proporcionando aos clientes soluções eficazes e eficientes para a resolução dos seus problemas e, simultaneamente, que materializem as expectativas que legitimamente adquiriram quando contrataram seguros para proteger o seu património. 

Ou seja, as novas ofertas serão configuradas progressivamente como soluções de prestação de serviços que colocam o cliente onde, de facto, ele deve estar: no centro do negócio.


Publicado no Suplementos Seguros do Vida Económica.


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