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Ana Mota Employee Benefits Managing Director | MDS Portugal
11.12.2018

Poupar não é uma alternativa, é uma necessidade!

Portugal exibe sinais de retoma financeira e exemplo disso é o aumento do rendimento disponível das famílias. No entanto, os portugueses parecem não ter interiorizado os duros ensinamentos que crise nos deixou. 

Embora seja consensual a importância e a necessidade de poupar, a grande maioria das famílias portuguesas tem retornado aos hábitos de consumo pré-crise, fazendo com que os níveis de poupança exibam uma tendência decrescente, em contraciclo com o que se verifica na Europa. Segundo dados do Eurostat, a taxa de poupança europeia é o dobro da portuguesa, com um diferencial que não se verificava desde o pico da crise financeira.

Paralelamente, é do conhecimento de todos que o atual estado do sistema de Segurança Social português traduz-se já hoje numa perda real de rendimento das reformas e diminuição dos valores das pensões, com tendência a agravar-se no futuro.

Na realidade, fruto dos ajustamentos realizados na forma de cálculo das pensões, os portugueses que se reformem atualmente, cumprindo todos os requisitos legais, recebem pouco mais de 60% do último salário, com as projeções a apontarem para que as pensões possam vir a representar apenas 50% do último salário.

Assim, para assegurarem na reforma um nível de vida equivalente ao da vida ativa, os portugueses estão desde já obrigados a começar a poupar.  


Estará o Estado Social a falhar duplamente?
Face às dificuldades que Estado Social enfrenta, não deveria o Governo promover medidas de incentivo à Poupança?  Curiosamente, o Orçamento Geral do Estado (recentemente aprovado na generalidade na Assembleia da República) não contempla medidas de estimulo à poupança, quer para as empresas, quer para os cidadãos.

Face à incapacidade do Estado em definir incentivos fiscais que ajudem a combater este problema estrutural e, atrevo-me a dizer, cultural, que outras soluções estão disponíveis? 


Soluções de Poupança – Planos de Pensões, Seguros de Capitalização e PPR 
A Poupança não deve ser uma preocupação exclusiva do Estado, cabendo às entidades empregadoras e os cidadãos desempenhar um papel ativo nesta questão.

No que diz respeito à poupança privada, existem diversos instrumentos disponíveis, tais como os os PPR ou os fundos de pensões. 

Os Planos Poupança Reforma (PPR) representam uma excelente solução de investimento para complemento da reforma, apresentando uma tributação fiscal mais atrativa quando comparados com outras opções de investimento e poupança. São também uma alternativa aos depósitos que apresentam taxas de rentabilidade quase nulas.

Existem no mercado diversas soluções com várias opções de investimento, com diferentes garantias e rentabilidades. Cada pessoa tem diferentes objetivos de poupança – médio ou longo prazo - e um perfil de risco distintos. 

Por outro lado, as empresas também desempenham um importante papel social, seja através da criação de Planos de Pensões ou da subscrição de PPR´s no âmbito da oferta de benefícios para os seus colaboradores. 

Infelizmente, apesar das diversas vantagens associadas para ambas as partes, só um leque reduzido de empresas recorre a estes instrumentos. Para além de proporcionarem um complemento aos sistemas de previdência social, os Planos de Pensões e PPR constituem um importante instrumento de gestão dos Recursos Humanos, permitindo ainda obter vantagens fiscais significativas.

A consciencialização da necessidade de poupança constitui o primeiro passo para acautelar o futuro e garantir o equilíbrio financeiro das famílias. Tudo depende do objetivos de cada um, mas especialmente em poupanças de longo prazo é importante o apoio de especialistas, que podem aconselhar as melhores e mais adequadas soluções para cada caso.


Artigo publicado no Vida Económica








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