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Marcos Polónia Credit & Surety Director da MDS Portugal
29.10.2019

Está preparado para uma eventual crise nos seus clientes?

Diariamente assistimos a um aumento das "prorrogações de prazos de pagamento”, das "ameaças de sinistro” e até mesmo de "sinistros efetivos” (com indemnizações já pagas e não recuperadas).

Todos os seguradores de Crédito, a nível mundial, confirmam que o abrandamento da economia e o aumento da incerteza dos mercados são fatores de preocupação a ter em atenção.

De acordo com as notícias que nos chegam, os setores que têm sofrido maior impacto são a Construção, o Retalho e o Têxtil. A grande distribuição internacional, também presente em Portugal, está igualmente a passar por momentos difíceis, com vários refinanciamentos de dívida.

Em Portugal, ainda que as empresas nacionais do setor aparentem uma boa saúde financeira, o canal Horeca está a sofrer com o impacto da degradação das condições de pagamento por parte dos players internacionais.

A tipologia dos sinistros também mudou. Temos hoje uma maior frequência de "sinistros surpresa”, ou seja, casos em que não existiam indícios de degradação financeira das empresas, assim como uma maior regularidade e número de casos de insolvências.

Paralelamente assistimos ainda a uma mudança na origem geográfica dos sinistros, registando os países nórdicos uma maior incidência, o que tradicionalmente não acontecia há alguns anos.

Cabe, assim, aos responsáveis e gestores de risco das empresas, analisar com atenção estes sinais de alerta e, se necessário, ajustar as políticas de salvaguarda dos riscos de incumprimento que enfrentam.

Face à atual conjuntura, as empresas podem recorrer à contratação de um seguro de crédito que lhes permita salvaguardar a sustentabilidade do seu negócio.

O seguro de Crédito, enquanto garantia de proteção para as empresas contra os riscos de incumprimento de pagamento dos seus clientes nas vendas a crédito de bens e serviços volta a ser uma "arma” fundamental, pois segura as "vendas a crédito” entre empresas, ou seja, salvaguarda as dívidas de terceiros a curto prazo que, por vezes, chegam facilmente aos 60% a 70% do ativo total da empresa.

Por exemplo, uma empresa, ao contratar um Seguro de Crédito para as suas vendas, terá direito a uma indemnização (por norma, de 90% a 95% do valor da factura) em caso de incumprimento do pagamento por parte do seu cliente.

Para além da segurança contra o risco do cliente não pagar, ao contratarem este tipo de seguros as empresas passam a ter acesso a informação ampla e atualizada sobre a situação legal, económica e financeira dos seus clientes.

As seguradoras de crédito são as primeiras a ter acesso aos dados sobre a "saúde financeira” das empresas que, só muito mais tarde, vão estar reflectidos nas suas contas. Atualmente existe um hiato temporal de cerca de 18 meses na informação pública disponível, sendo que a maioria das contas publicadas refere-se ainda ao exercício de 2017; assim, as contas referentes ao exercício de 2018 só estarão disponíveis em finais de Setembro.

Um longo período em que as empresas podem ter sofrido alterações na sua solvabilidade financeira e na sua capacidade de pagamento. Por via das comunicações - Prorrogações, Atrasos Pagamento e Sinistros - que vão recebendo dos seus segurados, as seguradoras de Crédito são um dos poucos atores que conseguem ter uma perspetiva global do mercado.

A contratação de um seguro de crédito implica conhecimentos técnicos de seguros, bem como das atividades desenvolvidas, de forma a responder às reais necessidades da empresa. 

Por exemplo, em função dos setores é necessário ter em conta "encomendas em carteira” ou "encomendas pendentes de entrega” (que por vezes têm prazos alargados entre a data da encomenda e a entrega do produto final), conhecer a realidade de compradores em países complexos, onde é necessário subscrever uma salvaguarda para o "Risco Político”, ponderar a inclusão do módulo de "Litígios Comerciais”, pois por vezes os clientes alegam algum problema de caris comercial/técnico para não pagarem, ou mesmo mitigar os impactos da existência de concentração de vendas em determinados meses do ano.

Adicionalmente, é necessário fazer uma análise ao custo total da apólice, tendo em conta tanto os custos diretos e como os indiretos. Por exemplo, o prémio do seguro é importante, mas não menos importante são os "limites de crédito”, ou seja, o valor que a seguradora atribui a cada comprador como limite máximo de exposição.

Outros cuidados a ter são os custos com a "inclusão dos compradores” na carteira de coberturas da apólice, os custos de "vigilância” e/ou "acompanhamento” dos compradores, os custos de "manutenção” ou "renovação” dos compradores na carteira, os custos com eventuais processos de sinistro e os custos com os advogados nas recuperações em que a totalidade da divida não está coberta ou a forma de cálculo da rentabilidade da apólice, pois existem apólices que apresentam uma bonificação ou penalização pela performance ao longo do ano.

Dada a complexidade deste tipo de seguro, é recomendado que as empresas procurem o apoio de um consultor de seguros e riscos experiente – como é o caso da MDS – para as aconselharem na escolha da solução personalizada mais adequada às suas necessidades. Com uma equipa dedicada e um vasto know how e experiência no mercado de Crédito, a MDS posiciona-se como parceiro financeiro dos seus clientes na prevenção e salvaguarda dos seus riscos.
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