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Pedro Pinhal MDS Claims Department | National Coordinator
15.02.2019

As novas tendências de gestão do risco nos seguros de frota

O seguro de frotas é uma solução cada vez mais utilizada pelas empresas portuguesas para proteger o seu parque automóvel. E tudo porque proporciona uma maior eficiência e eficácia, e oferece inúmeras vantagens nem sempre totalmente conhecidas, face à tradicional apólice por veículo.

Desde logo, é um seguro menos burocrático e mais simples: uma única apólice, um único processo de renovação para toda a frota. Depois, é um sistema flexível e dinâmico que permite a gestão de inclusões e exclusões de viaturas na apólice de seguro de uma forma fácil e rápida. Finalmente, ao assentar no princípio da mutualidade entre veículos, o seguro de frota possibilita ainda a otimização do custo do seguro. 

É importante referir que a gestão de risco de uma frota automóvel não se esgota com a contratação do seguro. De facto, é essencial que cada empresa desenvolva programas proactivos e permanentes de gestão do risco da sua frota, com o objetivo de controlar, monitorizar e melhorar a sinistralidade, quer em termos de frequência quer de severidade.

Nesse sentido, é aconselhável a implementação de processos de estudo da sinistralidade verificada (com a identificação de padrões, tendências e a determinação das causas-raiz dos acidentes), que possam permitir o desenvolvimento de programas à medida, sensibilizando para o problema e importância da sinistralidade rodoviária. Programas com enfoque nas consequências danosas dos sinistros, na promoção de boas práticas de condução e no reforço de conselhos para uma condução defensiva e eficiente (eco-condução). 

Estas metodologias proporcionarão aos gestores um controlo proativo e antecipado dos custos diretos e indirectos dos seguros da sua frota e, ao mesmo tempo, fomentam o bem-estar dos seus colaboradores.

E o futuro?
O futuro da gestão de frotas acompanhará, indubitavelmente, as tendências atuais da mobilidade, da conectividade, da internet das coisas e da economia partilhada.

Na verdade, não será arriscado afirmar que num futuro próximo todos os veículos estarão conectados à internet e terão verdadeiras "caixas negras” que registarão informações em tempo real sobre o veículo (rotas, velocidade, padrões de travagem, ect) e o comportamento do utilizador.

A experiência nacional e internacional, no que diz respeito à telemática em veículos automóveis, aponta para uma redução significativa dos acidentes rodoviários, na medida que os condutores de veículos conectados tendem a conduzir de forma mais defensiva e segura.

Esta conectividade permitirá a realização de uma gestão e monitorização mas eficaz da exposição ao risco da frota. No Reino Unido, por exemplo, os seguradores são os maiores promotores desta tecnologia pois, dado que têm acesso a um elevado conjunto de dados, conseguem ter um conhecimento mais profundo e rigoroso do risco dos seus clientes e uma maior capacidade de efetuar uma tarificação mais precisa e customizada àquelas que são as características de cada cliente. Premiando ou penalizando quem, na realidade, oferece menos e mais risco, respetivamente.

Ou seja, a aplicação da tecnologia aos seguros de frota vai trazer ainda mais vantagens para todos e inclusive para a sociedade. Hoje, a maioria dos acidentes não resulta de infortúnios mas tem causas que a tecnologia e a sensibilização podem ajudar a evitar. Com poupanças e económicas e sociais significativas!


Publicado no Jornal Económico 


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