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Riscos do futuro

Top 5 Riscos do Futuro

Riscos do futuro
Todos temos uma opinião sobre quais serão os riscos do futuro. Para alguns seguradores, existem riscos emergentes que são evidentes, ao passo que, para outros, a questão é mais complexa. A FULLCOVER interpelou a Swiss Re, Zurich, Lloyd's, Hannover Re e International SOS sobre os cinco principais riscos do futuro.

A maioria dos inquiridos apontou como principal risco o cibernético/de proteção de dados, destacando a digitalização, a tecnologia financeira (FinTech), as economias de partilha e a «Internet das coisas» como os principais fatores. O segundo risco apontado foram os fenómenos climáticos extremos, incluindo o pouco sucesso na mitigação das alterações climáticas ou na adaptação às mesmas. O risco político surge em terceiro lugar (incluindo a instabilidade social), seguido do terrorismo.

A partir daqui o panorama sobre os riscos futuros começou a divergir. Os inquiridos apontaram: riscos de regulação, macroeconómicos, operacionais, de crise financeira, de migração involuntária em grande escala, de sismos causados por ação humana, de falta de confiança nas instituições públicas e internacionais, de catástrofes naturais, entre outros. Do ponto de vista médico, foram identificados riscos do dia‑a‑dia como o da segurança rodoviária, a malária e as doenças cardiovasculares.

Questionadas sobre quais as medidas que estão a tomar para avaliar e calcular o impacto destes riscos, as entidades abordadas salientaram não existir uma ferramenta única que permita calcular o impacto do risco. São utilizadas diversas abordagens: desde inquéritos/métricas, colaboração com peritos, partilha de dados (incluindo dados históricos), redes sociais, pesquisa, monitorização / avaliação e planificação e modelização de cenários. Todos admitem que existem desafios na avaliação do impacto dos riscos emergentes ainda por quantificar em termos de prejuízos indemnizáveis.

Quando inquiridos sobre «como poderemos transformar estes riscos em oportunidades e se estão a desenvolver soluções de seguro para a transferência destes riscos?», concordaram que «pela sua própria natureza, os riscos globais estão interligados, pelo que é difícil a qualquer país, empresa ou negócio conseguir mitigá‑los». Uma abordagem multilateral, uma gestão eficaz do risco e a sua transferência são diferentes formas de lidar com o risco. Algumas possíveis soluções são: uma segurança digital consistente e a contratação de um seguro cibernético que cubra os custos de violação de segurança; a gestão do risco na cadeia de abastecimento, associada a uma cobertura de perdas de exploração para combater os riscos das catástrofes naturais e o desenvolvimento de novos produtos para enfrentar o risco emergente decorrente da regulamentação e do impacto da legislação.

Quando questionadas sobre como irá o Big Data e os analytics transformar o setor segurador, a resposta consensual foi a de que «os Big Data irão, acima de tudo, permitir ao setor ter uma compreensão mais precisa do risco». Os dados gerados pelos dispositivos móveis podem ser utilizados para um cálculo mais adequado do custo dos riscos e os produtos poderão ser distribuídos em qualquer momento através de uma multiplicidade de canais de distribuição, o que aumentará o acesso a novos mercados e reduzirá os custos de transação.

A análise de dados permite que os seguradores tenham uma visão mais abrangente dos riscos e da sua carteira, permitindo um trabalho mais próximo com os clientes de identificação e desenvolvimento de estratégias eficazes de gestão do risco. Pode também ajudar a identificar novos pools de riscos e produtos e serviços de seguro inovadores para mitigar estes riscos, o que conduzirá a uma maior eficiência operacional e a um maior rigor na gestão de preços e sinistros.

Mas existem riscos consideráveis relacionados com o Big Data – o entusiasmo relativamente aos dados poderá levar à «produção» de dados artificiais e de modelos falsos que não reflitam a realidade e levem à incorreta atribuição do custo do risco.

Em resposta à última pergunta, «estão os seguradores tradicionais preparados para os riscos decorrentes da "uberização” da sociedade?», os inquiridos referiram que «a digitalização irá criar novos modelos de distribuição e de vendas e dar origem a muitas oportunidades de avaliação do risco, subscrição e gestão de sinistros e operações».

A «quarta revolução industrial» está a mudar a forma como as pessoas trabalham e vivem. A conetividade facilita o trabalho à distância, criando uma maior concorrência a nível global. No entanto, os trabalhadores menos qualificados enfrentam uma probabilidade maior de ficar sem emprego devido à automação. A mudança para uma economia de partilha e colaboração aumenta o número de empregos que não se enquadram no modelo padrão do contrato de trabalho; trata‑se da chamada «economia do biscate».

As mudanças sociais, como o aparecimento da economia de partilha, têm impacto nas questões de responsabilidade social, pelo que o setor terá de responder ao problema com produtos de seguro adequados. Seja qual for o modelo, serão sempre necessários subscritores com um elevado grau de especialização.
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