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Alterações Climáticas

Os riscos das Alterações Climáticas

Alterações Climáticas
Em Abril de 2012, a Harvard Business Review elencou os cinco principais temas que "tiram o sono aos líderes mundiais” – sendo que um deles se prende com as questões ambientais, como as emissões de gases de carbono – e estas emissões, de acordo com algumas opiniões – não todas! –, estão a causar graves alterações do clima, em todo o mundo.

Então, podemos concluir que as alterações climáticas estão a preocupar os líderes mundiais? Muito provavelmente. E está-se a responder a isso, a fazer algo? Ainda temos de ver…

De facto, alguns setores da sociedade estão a trabalhar ativamente neste tema, tentando, por um lado, minimizar os seus impactos e, por outro, criar mecanismos que invertam a tendência que tem vindo a aumentar nos últimos anos, décadas até: o aumento da temperatura no planeta e um aumento impressionante de catástrofes naturais, quer em termos de gravidade quer de dispersão geográfica.

No que respeita a países, se os maiores (portanto mais responsáveis por emissões) não se comprometerem, pouco se poderá atingir. Sabemos que a China ainda se debate com o crescimento económico e com casos sérios de poluição, enquanto os EUA, nos últimos anos, têm sido modestos nas suas intervenções.

Curiosamente, até a campanha de Barack Obama foi parcimoniosa relativamente a este tema. Subitamente, surge o Sandy, e no seu discurso de vitória, o presidente-eleito Obama, referiu que "Queremos que os nossos filhos vivam numa América que… não seja ameaçada pelo poder destrutivo de um planeta em aquecimento”.

E a ideia geral, referida por vários políticos, é de que "temos de fazer alguma coisa sobre isto”. À medida que assistimos, impotentes, ao recuo dos glaciares no Ártico e outras mudanças ambientais, nos preocupamos sobre a possibilidade de o fracking(1) causar terramotos, minitornados em Lisboa e inundações que paralisam a Indonésia e, mais recentemente, afetam de forma grave Moçambique, perguntamo-nos o que está a ser feito sobre tudo isto e, em última instância, quem está em posição de fazer alguma coisa. Como acontece com a maioria das coisas na vida, todos – e cada um de nós – podemos certamente fazer algo.

Adaptando a frase de John F. Kennedy(2), "perguntem-se o que podem, vocês, fazer pelo Ambiente”. Se repararmos bem, inúmeras entidades estão, efetivamente, a fazer algo, e entre elas estão seguradores, resseguradores, peritos, universidades, associações, etc, etc…

Na FULLCOVER queremos certamente contribuir para esta discussão – quanto mais se discutir, mais opiniões surgirão, e as pessoas estarão mais alerta. Por isso incluímos, neste número, um dossier sobre ”Alterações Climáticas”, com artigos muito interessantes que irão ajudar os nossos leitores a compreender melhor este tema complexo.

No artigo "A SwissRe promove a resiliência climática”, os especialistas da SwissRe dão-nos uma visão de uma metodologia que permite quantificar riscos climáticos locais e proporcionar aos decisores locais e nacionais instrumentos que lhes permitam desenvolver uma estratégia de adaptação – e salientam, ao mesmo tempo, a importância das medidas de transferência de risco, quando forem adequadas.

Temos também a visão de um subscritor deste tipo de riscos, que nos é trazida por um dos maiores seguradores mundiais, a AIG. No outro extremo, a Crawford dá-nos a visão da "sala de crise” de uma grande empresa de peritagem à escala mundial, quando estão perante grandes desastres.

Por último, mas não menos importante, partilhamos convosco uma experiência muito interessante, de um Engenheiro do Ambiente português, que, in loco, no Observatório do Clima da Antártida, trabalha com outros cientistas para uma melhor compreensão do que se está a passar.

Para nós, este é apenas o início desta discussão. A FULLCOVER vai, certamente, regressar a este tema que, desde logo, é controverso e que cada vez mais invade as nossas vidas, através de notícia de terríveis tempestades e de pessoas desesperadas que perderam as suas casas. Está muito perto, quando ouvimos os ventos ciclónicos fora das nossas janelas e vemos as árvores caídas na estrada.

É muito real quando lemos que, em Pequim, o smog é tão denso que leva ao cancelamento de voos e que, nesses dias, as pessoas só saem à rua com máscaras devido aos níveis de contaminação do ar… Por tudo isto, vamos partilhar informação sobre este tema. As pessoas informadas são, certamente, pessoas mais bem preparadas. Vamos discuti-lo. Da discussão nasce a luz. Vamos procurar soluções. Vamos assumir compromissos. Porque, uma coisa é certa: a discussão sobre Alterações Climáticas vai durar ainda algum tempo!


Por Paula Rios, MDS Executive Director
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